sábado, 22 de julho de 2017

PETIÇÃO INTERNACIONAL PELA LIBERDADE DO PROF. G. N. SAIBABA



Como parte da campanha internacional em defesa da vida e pela liberdade do democrata e defensor dos direitos do povo o professor Saibaba, preso político do governo indiano, entidades internacionais e intelectuais honestos criaram um abaixo assinado.
Em março deste ano o professor Saibaba foi condenado a prisão perpétua junto com mais cinco ativistas sob a acusação de pertencer ao movimento maoista na Índia.
Além da draconiana sentença o prof. Saibaba, que não possui 90% dos movimentos do corpo, não está recebendo os atendimentos médicos que necessita.
A petição tem o objetivo de, juntamente com outras iniciativas de base na Índia, colocar mais pressão sobre o governo e tribunais indianos para libertar e salvar a vida do professor Saibaba.

Para assinar a petição e saber mais informações acesse o link abaixo:

quarta-feira, 19 de julho de 2017

ABAIXO A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA

Reproduzimos nota da Liga dos Camponeses Pobres desmontando todas as falsas acusações veiculadas pelo monopólio da imprensa, que com intuito de criminalizar a luta pela terra e a LCP produziu diversas manchetes divulgando que camponeses armados trocaram tiros com a policia militar de Rondonia. Porém ocorreu que mais uma vez as forças policias, lideradas pelo comandante Enedy, atacaram covardemente camponeses que  reivindicavam seu direito a terra. Reiteramos nosso repúdio a ação da polícia militar e nossa solidariedade a LCP  e aos camponeses injustamente detidos.

*Atualização: as últimas informações dos advogados é que são 39 presos, sendo 26 homens e 13 mulheres, entre elas una grávida e outra companheira com um recém nascido.

REPÚDIO A PRISÃO DE 48 CAMPONESES E A DIFAMAÇÃO DA LCP

No dia 17 de julho, um grande número de policiais fortemente armados e utilizando helicóptero prendeu cerca de 48 pessoas que aparentemente faziam parte do acampamento Enilson Ribeiro 2, que reivindicava as terras da fazenda Paraíso, localizada no km 29 da linha MC-07, em Cujubim. Tal operação foi autorizada e dirigida pelo comandante da pm Enedy, antigo perseguidor do povo e da LCP - Liga dos Camponeses Pobres.

A imprensa lixo desatou uma vez mais campanha de criminalização contra os camponeses e a LCP. Pululam na internet artigos sensacionalistas com títulos como: “Armados com fuzis, invasores trocam tiros com a polícia após invadir e destruir Fazenda”, “LCP troca tiros com a Polícia Militar” , “Os terroristas da LCP atacam”, “A guerrilha voltou a atacar”. Também acusam a LCP de fazer reféns, agressão, usar mulheres e crianças como escudo, etc.

Todas acusações mil vezes requentadas e vomitadas pela imprensa lixo, mentirosa, porta voz da polícia e do latifúndio. Tais acusações são na verdade tentativas de atacar a LCP, imputando crimes, para desmoralizar e isolar o movimento, jogando-o contra a opinião pública, com objetivo de incrementar ainda mais a repressão e os assassinatos.

A versão mentirosa do tal confronto armado, cai por terra pelas próprias imagens divulgadas por um site policial. O que se vê são policiais disparando contra a mata e barulho de fogos de artifício. Onde estão os mortos e feridos do enfrentamento? Onde estão as viaturas crivadas de bala? Onde estão os fuzis e armas de grosso calibre a não ser nas mãos dos policiais e nas manchetes dos jornalecos?

E a título de comparação, quando a polícia realmente trocou tiro com um bando de guaxebas na fazenda Tucumã, ano passado, prendeu um grupo de pistoleiros com verdadeiro arsenal de guerra que antes havia assassinado e queimado 2 jovens, não se fez alarde sobre isso e ainda facilitou a fuga de Moisés, policial guaxeba que chefiava os pistoleiros a mando do fazendeiro e que recentemente comandou a chacina de Colniza, matando 9 camponeses. Posteriormente os demais pistoleiros presos foram soltos. Como sempre dois pesos, duas medidas.

Repudiamos as tentativas de criminalizar a luta pela terra!

Repudiamos todas as tentativas de atacar, difamar e criminalizar a Liga dos Camponeses Pobres!

Repudiamos a onda de perseguição e assassinatos sistemáticos a lideranças camponesas cometidos por bandos armados com a cobertura ou atuação direta de policiais!

Repudiamos a ação da polícia do fascista Enedy, que desde que assumiu o comando só fez aumentar a perseguição, as prisões, abusos, despejos e assassinatos de camponeses!

Repudiamos as armações feitas pelo latifúndio que cria e financia bandos armados para assassinar, cometer toda sorte de abusos e crimes, e ainda jogar a responsabilidade nas costas dos camponeses!

Reiteramos nosso compromisso e apoio a luta pela destruição do latifúndio e conquista da terra! E conclamamos apoio e solidariedade aos camponeses presos!

O povo quer terra, não repressão!

Viva a Revolução Agrária!

LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

segunda-feira, 10 de julho de 2017

MÉXICO - MILITANTE É COVARDEMENTE ASSASSINADA

Condenamos e denunciamos o assassinato da militante Meztli Sarabia Reyna no México



Meztli foi brutalmente executada por quatro paramilitares encapuzados dentro da sede de sua organização no Mercado Hidalgo de Puebla, na cidade de Puebla. A execução da militante seria parte de um ataque realizado contra a organização União Popular de Vendedores Ambulantes - UPVA 28 de outubro e um "recado" ao seu pai Rubén Sarabia Sánchez, conhecido como Simitrio

Meztli era ativista e filha do fundador e dirigente desta organização que se encontra detido, na qualidade de preso político, junto a outros militantes da Organização 28 de outubro. Diversas entidades e movimentos populares já haviam denunciado as ameaças de morte feitas a Meztli.

Junto ao corpo da militante foi deixado um bilhete em forma de ameaça: "Esto les pasará a todos los que apoyan a Simitrio. Putos lacras. Sigues tú Simitrio y los que apoyen a Simitrio. Putos extorsionadores. Fuera la 28”. (Isso ocorrerá com todos que apoiarem Simitrio. Putos desgraçados. Sigas seu Simitrio e os que apoiam a Simitrio. Putos extorquistas. Fora 28).

A UPVA 28 de Outubro tem sofrido recorrentes ataques do estado mexicano em decorrência de sua posição em defesa dos direitos dos trabalhadores.

LIDERANÇA CAMPONESA SOBREVIVENTE DA CHACINA DE PAU D'ARCO É ASSASSINADA!

"Assassinatos não vão parar a luta pela terra!" Afirma a LCP.

Reproduzimos importante nota que recebemos da Liga dos Camponeses Pobres- LCP denunciando dois assassinatos no Norte do país, no estado de Rondônia e Pará. Duas lideranças camponesas foram assassinadas, sendo uma delas sobrevivente da chacina de Pau D'arco no Pará, e outra coordenadora de uma área no estado de Rondônia. 



Segue denúncia:

"Goiânia, 08 de julho de 2017

Assassinatos não vão parar a luta pela terra!


O Companheiro ROSENILDO PEREIRA DE ALMEIDA, 44 anos, foi executado à tiros na noite da última sexta-feira, dia 7 de julho de 2017, em Rio Maria, Pará, onde residiam seus familiares. 

Rosenildo estava com seu netinho, de três ou quatro anos, na garupa da moto. Ele diminuiu a velocidade de sua moto em um quebra-molas, quando uma outra moto com dois elementos se aproximou e fizeram os covardes e fatais disparos.

 Rosenildo era conhecido por todos em Pau d’Arco como “Negão”.  Era um dos mais antigos lutadores pelas terras griladas da Fazenda Santa Lúcia; já estava no seu lote onde tinha porcos, galinhas e roça, quando veio a reintegração de posse.
 Rosenildo nunca se intimidou, sempre enfrentou, e ultimamente era um dos principais organizadores do ACAMPAMENTO JANE JÚLIA, organizado pelas famílias que lutam pela Fazenda Santa Lúcia junto com a Liga dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantins. 

Rosenildo havia participado, nos últimos dias, da reconstituição feita pela polícia federal da “chacina de Pau d’Arco”. Corre o boato na região de que os nomes de quatro lideranças estão em uma lista, marcadas para morrer, e que o  Rosenildo seria um dos assinalados nessa lista.

O companheiro ADEMIR DE SOUZA PEREIRA, também de 44 anos, foi assassinado à tiros na tarde do dia 6 de julho de 2017, em Porto Velho, Rondônia. Ademir era Coordenador do ACAMPAMENTO TERRA NOSSA, organizado para lutar pelas terras griladas da Fazenda Tucumã, em Cujubim. O Acampamento coordenado por Ademir fica no município de Ariquemes. Ademir foi assassinado quando saiu por alguns instantes da mesa do Incra, quando uma pauta da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental estava sendo discutida com o Superintendente Regional, Cletho Brito. A esposa de Ademir, inclusive, estava do lado do Superintendente quando foi avisada da morte do marido.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

ÍNDIA: MILITANTE É SEQUESTRADA PELO ESTADO INDIANO E CORRE RISCO DE VIDA


Traduzimos uma nota, do blog Dazibao Rojo, que denuncia a prisão de uma militante indiana. O CEBRASPO vem denunciando em suas notas o fato dos agentes do estado indiano executarem militantes sem que esses tenham direito a defesa e sejam julgados diante o Tribunal de Justiça do país. Comumente os assassinados são justificados como sendo frutos de confrontos, caracterizados pelas entidades democráticas do país como “falsos encontros”. O Centro Brasileiro de Solidariedade denuncia esse ocorrido e exige do Estado indiano que apresente com vida a militante Kakarala Padma!

Segue tradução:

“ÍNDIA: Sequestram a camarada Kakarala Padma. Sua vida corre perigo!

   

Nova Delhi, 04.07.17

Segundo fontes da imprensa indiana, a camarada Kakarala Padma, que se encontrava na clandestinidade desde 2012, foi detida por agentes repressivos da Oficina Estatal de Inteligencia de Andhra Pradesh (SIB) próximo a Sennimalai no distrito de Erode.
Seu marido que também é um preso político, o camarada Vivek, qualificou como ilegal sua prisão e manifestou seu temor de que ela seja submetida a tortura e inclusive de que seja assassinada em um falso confronto. Exigiu que ela seja apresentada ao  tribunal ainda que as fontes repressivas tenham se negado a confirmar sua detenção. 
Ainda nessa linha o escritor e poeta revolucionario, Varavara Rao, presidente da Frente Revolucionaria Democrática, denunciou que a camarada Padma foi arrastada por um agente SIB Andhra e os “Greyhounds”  em Erode enquanto regressava de Ernakulam no Chennai Express. "Há uma ameaça para sua vida. Deve ser apresentada diante de um tribunal de justiça imediatamente ", afirmou Rao. “



quinta-feira, 22 de junho de 2017

TODA SOLIDARIEDADE AOS CAMPONESES DE PAU D'ARCO! VIVA A LUTA PELA TERRA!

CAMPONESES RETOMAM ÁREA ONDE OCORREU MASSACRE NO SUL DO PARÁ

Num exemplo de combatividade e altivez centenas de famílias retomaram a área onde 10 camponeses foram chacinados a cerca de um mês atrás dos camponeses chacinados a um mês atrás. Nesta atitude os camponeses em luta pela terra no Brasil dão um claro recado que não recuarão frente aos assassinatos e execuções promovidas pelo latifúndio, e no caso desta última, pelos agentes de repressão do Estado brasileiro.
Não teria resposta melhor do movimento camponês pois lutar pela acesso a terra não é crime, pelo contrário, é um direito. O CEBRASPO convoca todas as entidades a apoiarem e se solidarizarem com o movimento camponês combativo, que mesmo sob a criminalização, perseguição e assassinatos,  da exemplo de qual caminho se deve seguir para conquista dos seus direitos

Foto: andblog.com.br

ABAIXO O MASSACRE NO CAMPO! TERRA PARA QUEM VIVE NELA E TRABALHA!
A ação planejada das Polícias Civil (Delegacia Especializada em Conflitos Agrários – DECA) e Militar do estado do Pará, que levou, no último dia 24/05, à morte de pelo menos 10 camponeses que é  estavam acampados próximos à Fazenda Santa Lúcia, município de Pau D’Arco, sudeste do estado, não foi um caso isolado.
A região onde aconteceu a matança tem uma longa história de conflitos agrários e violações de direitos cometidos pelo Estado brasileiro.
Em 2007 ocorreu a famigerada "Operação Paz no Campo", uma verdadeira operação de guerra contra camponeses que ocupavam a fazenda da Forkilha também no sul do Pará. O resultado desta operação, que moveu mais de 400 agentes da repressão, foram centenas de camponeses torturados, e dezenas de mortos e desaparecidos.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ÍNDIA: PRESOS POLÍTICOS EM GREVE DE FOME

DEZENAS DE PRISIONEIROS POLÍTICOS NOS CÁRCERES DE CALCUTÁ FAZEM GREVE DE FOME EM SOLIDARIEDADE E PROTESTO AS TORTURAS A REVOLUCIONÁRIA KALPANA MAITY

Traduzimos do blog maoistroad denúncia sobre a greve de fome de cerca de 80 prisioneiros políticos e a situação que se encontra a revolucionária indiana Kalpana Maity:

“Em torno de 80 prisioneiros políticos de quatro cárceres da Índia -três dos quais se encontram em Kolkota (Calcuta)- fizeram uma greve de fome de 24 horas desde o sábado passado como forma de protesto contra a tortura infligida a comunista-maoísta Kalpana Maity, que atualmente se encontra na prisão de Alipore. A greve nas prisões de Presidency, Dum Dum, Jalpaiguri e no presidio de mulheres de Alipore começaram às 6hs da manhã e terminou na mesma hora de domingo.

Ranjit Sur, membro da Associação para a Proteção dos Direitos Democráticos, uma organização cidadã de direitos humanos, declarou que tem estado em contato com os prisioneiros e que a organização havia recebido uma queixa por escrito de Maity detalhando a tortura a que foi submetida (Fonte: Indianexpress).
Nos deu a queixa escrita em sua última parição, que foi dia 6 de este mês. Devia apresentar ao juiz também, porém não pôde apresentar sua queixa a eles na última audiência. Segundo sua denúncia, Kalpana Mayti começou a sofrer de muitas dores desde que foi transferida a prisão de Alipore. Ela sofre de diabetes, artrites e uma série de outras enfermidades.

"Ela alega que o encarregado do cárcere deu instruções a todos os demais reclusos na prisão ameaçando-os para que não a audem. Os outros presos foram proibidos de falar com ela, e vice-versa. Também, a obrigam limpar sua própria cela e banheiro, algo que os demais internos não têm que fazer. A os outros reclusos é permitido passear ou fazer exercício no pátio da prisão, entretanto a Kalpana é negada esta facilidade", segundo afirma Ranjit Sur.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ABAIXO A OPERAÇÃO CAÇADA VERDE NA ÍNDIA!

Reproduzimos matéria de denúncia sobre a criminosa Operação Caçada Verde do Estado indiano:
O Estado Indiano declarou guerra ao povo, e pôs em movimento 150 mil tropas nos Estados das regiões central e leste do país, para ameaçar, prender e assassinar pessoas, e expulsar povos tribais e camponeses de suas terras milenares. Trata-se da Operação “Caçada Verde”, em pleno curso nos dias atuais, levada a cabo a pretexto de combater os Naxalitas, nome dado aos combatentes do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta).
O real contexto
O Estado Indiano, umbilicalmente associado ao imperialismo, tem ao longo dos anos atacado povos tribais (chamados de Adivasis) para expulsar-lhes das suas terras milenares. Tratam-se de terras riquíssimas em recursos minerais e naturais, e há interesse direto de grandes corporações (como Tata, Essar, Jindal e Mittal) nessas terras.
Nos dados do Censo de 2001, os Adivasis (ou povos tribais) correspondiam a mais de 84 milhões de pessoas em todo o país, preservando uma cultura milenar e modos de produção e de propriedade coletiva, bem como uma estrutura de poder própria. Esses povos têm dado uma importante contribuição à filosofia, linguagem, costumes no país, e também às lutas de resistência desde a colonização britânica no século XVII.
De acordo com a legislação indiana, as terras dos povos tribais são protegidas sob o nome de Áreas Catalogadas (Scheduled Areas), devendo nelas ser assegurado o controle e administração pelos próprios povos tribais. Os órgãos que exercem soberania popular são chamados de Gram Sabha, que são competentes para resolver os problemas locais.
Os Naxalitas tem desenvolvido o apoio concreto aos povos tribais, apontando o caminho da resistência armada. O Estado indiano, a pretexto de combater os Naxalitas, faz a guerra contra o povo e realiza deslocamentos massivos de pessoas visando suas terras.
Em uma entrevista transmitida a uma rádio australiana em 12 de fevereiro de 2010, Linga, uma moradora local, denuncia:
“Os moradores do meu bairro se sentem inseguros. Nós estamos sendo explorados, a nossa terra está sendo roubada. E não é o governo que está nos ajudando, mas sim os maoístas. Nenhuma lei é respeitada. Mesmo aquelas conquistadas após a independência, há 60 anos, não têm aplicação. Nós ainda temos que lutar por nossos direitos.”[i]