quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SOLIDARIEDADE A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAUCHA (FAG)

Em solidariedade a Federação Anarquista Gaúcha- FAG, que vem sofrendo perseguição política, reproduzimos em nosso blog o vídeo realizado pelo Jornal A Nova Democracia:



LUTAR NÃO É CRIME!
LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS!


domingo, 3 de dezembro de 2017

JUSTIÇA DE MARABÁ (PA) EXPULSA 700 FAMÍLIAS DO ACAMPAMENTO HELENIRA REZENDE

Reproduzimos grave denúncia publicada no site do Brasil de Fato sobre uma arbitraria reintegração de posse que deixou 700 famílias sem ter aonde morar e plantar. A polícia Militar, não contente com a expulsão dos camponeses também destruiu as casas e plantações da área.
O Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar cumpriu, nesta segunda-feira (27), a determinação judicial de reintegração de posse do acampamento Helenira Rezende, localizado às margens da BR -155, no Km 52, entre Marabá e Eldorado do Carajás, na região sudeste do Pará.
Paulo Pereira da Silva, de 49 anos, mora no acampamento que recebe o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Ele, a esposa e o filho moravam no Helenira Rezende há oito anos. Silva era coordenador na escola que foi construída pelos agricultores, e atualmente é estudante na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) no curso de educação do campo.
As famílias desmontam suas casas durante o cumprimento da liminar. No local, 15 ônibus foram levados para fazer o transporte das famílias; caçambas e uma retroescavadeira também estavam o local levar materiais e destruir plantações e casas / Ascom MST
Por telefone ele relata a situação enfrentada pelas famílias durante a desocupação e critica a atuação do governo em relação aos trabalhadores rurais sem-terra: “A gente está vendo esse projeto de sonho, que cuida da educação e da agricultura, sendo desmanchando hoje pelo governo do estado e pelo governo federal, que negligenciou a causa dos trabalhadores. Estamos aqui no meio da pista, polícia para todo lado, com caminhões, caçamba; para o governo mobilizar uma ação dessas aparece verba imediatamente, mas para fazer um projeto de reforma agrária não aparece [dinheiro] e as famílias estão aqui agora à mercê”.
Cerca de 700 famílias viviam no acampamento e ocupavam uma área de, aproximadamente, 10 mil hectares espalhados em lotes e vilas pelas fazendas Cedro e Fortaleza. As áreas integram um conjunto de fazendas chamado Complexo Cedro, do qual a empresa Agro Santa Bárbara Xinguara S/A afirma ser a proprietária.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ACAMPAMENTO NOVA CACHOEIRINHA- MG É CERCADO POR PMs DE PIMENTEL-PT

DEFENDER O DIREITO A TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!


No ano de 2017 vibramos junto aos companheiros posseiros do Acampamento Nova Cachoeirinha, no Norte de Minas Gerais, seus 50 anos de resistência. Heroica resistência! Ontem recebemos a grave denuncia de  que foi concedida ordem de reintegração de posse, beneficiando o latifundiário e ameaçando despejar dezenas de famílias descendentes de quilombolas e indígenas da região que tiveram suas terras roubadas.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos- CEBRASPO faz um chamado a todos que defendem a justeza da luta dos camponeses pobres, sem terra ou com pouca terra, a se posicionarem contra o cerco do Acampamento Nova Cachoeirinha e a defenderem os posseiros e o seu justo direito à terra, estes que resistem  a 50 anos nessas terras!
Aos companheiros de Nova Cachoeirinha enviamos nossa solidariedade e nosso compromisso em trabalharmos defendendo o direito dos povos, principalmente o direito de lutarem por seus direitos. Não mediremos esforços!

"O Governo prometeu entrar com Ação Discriminatória para provar que as terras são devolutas, suspender o COVARDE despejo e assentar as famílias e agora está gastando rios de dinheiro com tropas e mandou até helicóptero da PM sobrevoar nossos barracos, assustando nossas crianças e fazendo ameaças. "



Reproduzimos a denúncia que recebemos da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia sobre as ameças e cerco do acampamento:


"Os camponeses do Acampamento Nova Cachoeirinha denunciaram que a PM de Janaúba chegou pela noite do dia 20 no Acampamento e relataram que durante toda a madrugada as famílias  foram atacadas a bomba de efeito moral, assediadas pelos holofotes das viaturas e ameaçadas pelas tropas da policia,  segundo informações, mais de 100 policiais estão cercando o Acampamento. 

Um companheiro enfartado passou mal e foi retirado as pressas pelos companheiros. Algumas pessoas idosas e doentes tiveram que se retirar pela mata, receosas de represálias.

Também as famílias da Comunidade Vitória, vizinha do Acampamento que prestou solidariedade aos companheiros foram atacadas a bombas e intimidadas durante a madrugada, os policiais ameaçaram quem saísse de casa. 


Até agora nenhum órgão compareceu ao lugar para verificar as condições das famílias e apurar todas essas arbitrariedades, só ficam ligando para o Comitê de Apoio em Montes Claros, enquanto todas essas arbitrariedades são cometidas pela PM contra homens, mulheres e crianças do Acampamento Nova Cachoeirinha."



TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
DEFENDER OS POSSEIROS DE NOVA CACHOEIRINHA!





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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

DEFENDER OS POSSEIROS DA ÁREA NOVA CACHOEIRINHA!

Recebemos grave denúncia do Comitê de Defesa da Revolução Agrária  - Nova Cachoeirinha que relata a ordem de despejo emitida contra os camponeses que vivem e produzem na área revolucionária Nova Cachoeirinha em Minas Gerais. Essa região é palco da brava resistência camponesa a mais de 50 anos, e agora mais uma vez o latifúndio, com a ajuda dos órgãos do governo, tenta arbitrariamente tomar as terras das famílias camponesas .
Os camponeses já deixaram claro em suas notas e declarações que não irão entregar suas terras e resistirão a qualquer ação covarde que possa vir das forças policiais.Convocamos todos os democratas e progressistas, defensores dos direitos do povo, a se mobilizarem na defesa dos camponeses da Nova Cachoeirinha que estão exercendo seu direito de conquistar a terra para quem nela vive e trabalha.


Segue abaixo a denúncia:

Governador Pimentel/PT descumpre acordo e manda PM despejar posseiros de Cachoeirinha


O dia 21 de novembro é a data marcada pelo governador e sua “mesa de diálogo” para enviar tropas da PM, armadas até os dentes, contra as famílias camponesas da Nova Cachoeirinha. É a data que ameaçam usar seu aparato de guerra contra trabalhadores, homens, idosos, mulheres e crianças como foi na década de 60, durante o Regime Militar fascista, quando as tropas do famigerado Coronel Georgino invadiram Cachoeirinha e expulsaram os posseiros de suas terras e depois forjaram documentos, usando dos serviços de advogados como Manoel Patrício, que recebeu como paga essas mesmas terras onde nos encontramos hoje.
Há 50 anos, os posseiros resistiram contra a perseguição, prisão, assassinatos e expulsão de suas terras pela polícia militar e pistoleiros pagos pelos latifundiários, muitos perderam suas casas, lavouras, animais e tudo que tinham construído em décadas de trabalho e sacrifício, desbravando as matas, enfrentando as feras e construindo o vilarejo. Durante um dos ataques, as famílias tiveram que se embrenhar na mata e na fuga, 62 crianças morreram de fome, frio e sarampo.
Nós temos provas históricas que estas terras são NOSSAS e que FORAM ROUBADAS dos nossos pais e avós, descendentes de negros e indígenas, e apresentamos em reunião com representantes do Governo, SEDA – Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário, realizada no dia 02 de outubro em Belo Horizonte. O INCRA nacional também se comprometeu e a Ouvidoria Agrária Nacional solicitou ao desembargador Antônio Bispo, do Tribunal de Justiça de MG, para reconsiderar a liminar, visto que havia uma questão de justiça histórica que deveria ser apurada.
Esta questão já foi reconhecida pelo Governador Tancredo Neves na década de 80, que assinou decreto desapropriando 17 fazendas, que haviam sido falsamente legalizadas pela Ruralminas, decidindo que elas deveriam voltar para as mãos dos posseiros. No entanto, somente duas fazendas foram devolvidas para os camponeses: União e a Caitité, que o Coronel Georgino se dizia dono.
Além disso, as terras da Fazenda Vera Cruz estavam completamente abandonadas e agora, nós estamos criando e plantando.  
Não vamos abandonar nossas roças de feijão, milho e abóbora para grileiro destruir, como fizeram em 1967!
Descrição: E:\Escolas Populares 100 anos\NC\SAM_2785.JPG
O Governo prometeu entrar com Ação Discriminatória para provar que as terras são devolutas, suspender o COVARDE despejo e assentar as famílias e agora está gastando rios de dinheiro com tropas e mandou até helicóptero da PM sobrevoar nossos barracos, assustando nossas crianças e fazendo ameaças.  
O Prefeito de Verdelândia que sabe a situação de desemprego e miséria do nosso município, foi procurado por nós (inclusive alguns eleitores seus), ele e todo mundo que mora em Cachoeirinha, conhece bem esta história dos posseiros, mas preferiu lavar as mãos, tomando partido do latifundiário, pois sabe que esta carapuça de grileiro lhe veste bem.
Mas nós, as famílias da Nova Cachoeirinha, NÃO VAMOS SAIR DE NOSSAS TERRAS! Vamos Resistir, vamos defender nossas famílias, nossas roças, nossos barracos, nosso direito e nossa dignidade: é tudo o que temos! Não permitiremos que outro Pau D´Arco aconteça como ocorreu no Pará.
Responsabilizamos o Governador Pimentel/PT e a SEDA, o governo Temer/PMDB/PSDB, o INCRA, a Ouvidoria Agrária Nacional, o Prefeito de Verdelândia Wilton Madureira/PT e o desembargador Antônio Bispo por qualquer agressão e violência que venha a ser cometida contra nossas famílias! Nenhuma chuva do mundo poderá lavar as suas mãos sujas de sangue por mais essa injustiça.



Viva a Revolução Agrária! Cleomar Vive! Morte ao latifúndio!
Terra para quem nela vive e trabalha!
Nov./2017      Comitê de Defesa da Revolução Agrária - Nova Cachoeirinha

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

JUSTIÇA PARA O MAPUCHE BRANDON HERNÁNDEZ HUENTECOL!

Punição para o sargento Cristian Rivera Silva responsável pelos 180 estilhaços que atingiram o jovem mapuche!



Na última segunda-feira, dia 6 de agosto, foi organizada uma manifestação no Chile pedindo justiça para Brandon Hernández Huentecol. O ato contou com a presença de dezenas de pessoas, entre elas mapuches e não mapuches, que exigiam a punição do Sargento que comandou a operação das Forças Policiais Especiais, que realizaram em dezembro de 2016 uma violenta operação, contra a comunidade de Wallmapu no Chile. A comunidade mapuche exige que os crimes cometidos sejam investigados. 
O jovem mapuche, Brandon Hernandez, de 17 anos na ocasião foi atingido por cerca de 180 estilhaços de chumbo ao proteger seu irmão mais novo, de 13 anos, da violência policial. Os disparos foram efetuados pelas costas do jovem enquanto este abraçava seu irmão. 
Brandon passou por 16 cirurgias complexas e segue com 30 pedaços de chumbo alojados em seu corpo. 
Este crime bárbaro está prestes a completar um ano e até hoje o sargento permanece impune. A manifestação ocorrida no início desta semana foi duramente reprimida pela polícia que levou alguns ativistas presos, por outro lado mesmo diante da repressão dezenas de pessoas persistiram firmemente exigindo justiça para o caso e denunciando a responsabilidade do Estado chileno.

O CEBRASPO se soma a campanha com os companheiros e companheiras do Chile, exigindo justiça para o caso e denunciando as barbaridades cometidas contra os mapuches!





Viva a resistência do povo Mapuche!

Justiça para Brandon Hernández Huentecol!


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

LIBERDADE PARA O PROFESSOR SAIBABA

Continua por toda a Índia a campanha pela liberdade do professor Saibaba. Preso sob alegações de fazer parte do movimento Maoísta indiano que empreende uma guerra contra o velho Estado. Dr. G.N. Saibaba é um preso político, ativista e professor universitário de literatura inglesa, que possui paralisia em 90% do corpo. Este denuncia não está tendo acesso à agasalhos nem aos cuidados médicos necessários e afirma que sua saúde piora a cada dia.

 Abaixo divulgamos uma carta escrita por ele à sua esposa na semana passada:

"Carta de Sai escrita em 17 de outubro recebida em 25 de outubro de 2017

Querida Vasantha,

Estou com medo de pensar no inverno. Já estou tremendo com febre contínua. Eu não tenho um cobertor. Eu não tenho um suéter / jaqueta. À medida que a temperatura diminui a dor excruciante continuamente nas pernas e na mão esquerda aumenta. É impossível para mim sobreviver aqui durante o inverno que começa a partir de novembro. Eu moro aqui como um animal que tira suas últimas respirações. De alguma forma, 8 meses consegui sobreviver. Mas não vou sobreviver no próximo inverno. Tenho certeza. Não é útil escrever sobre minha saúde por mais tempo.


Em qualquer caso, por favor, finalize o conselho sênior até o final deste mês. Em seguida, informe o Sr. Gadling para arquivar meu pedido de fiança na primeira semana de novembro ou na última semana de outubro. Você lembra se isso não é feito dessa maneira, minha situação ficará fora de controle. Eu não sou responsável. Estou deixando claro para você. Daqui a mais, não vou mais escrever sobre isso.

Você deve falar com a Sra. Rebeccaji e Nandita Narain. Você também fala com o Prof. Haragopal e outros. Explique toda a situação. Você precisa se apressar. Estou me sentindo tão deprimido por pedir-lhe todas as vezes como um mendigo, um destituído. Mas nenhum de vocês está movendo uma polegada, ninguém entende a minha condição atual. Ninguém entende que 90% da pessoa com deficiência está atrás das barras lutando com uma mão em condição e sofrimento com múltiplas doenças. E ninguém se importa com a minha vida. Isso é simplesmente negligência criminal, uma atitude insensível.

Cuide da sua saúde. Sua saúde é minha saúde e a saúde da família inteira. Não há mais ninguém para cuidar da sua saúde por enquanto. Até que eu esteja em sua presença, você precisa cuidar da sua saúde sem negligência.

Muito amor
Seu
Sai"

LIBERDADE IMEDIATA E INCONDICIONAL PARA DR. GN SAIBABA  E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA INDIA!!!


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

GRAVE DENÚNCIA- OUTRO CAMPONÊS É VÍTIMA DE EMBOSCADA EM PAU D'ARCO

Reproduzimos a grave denúncia enviada pela Liga dos Camponeses Pobres:



"Camponeses do acampamento "Osmir Venuto" no sul do estado do Pará, próximo a Pau D'Arco, onde houve a recente chacina de 10 camponeses, seguida do assassinato de outra liderança poucos dias depois, , comunicam e pedem divulgação urgente que mais um companheiro da LCP- Liga dos Camponeses Pobres,  do Sul do Pará e Tocantins do foi atingido por dois tiros de revolver pelas costas, nessa madrugada. Foi levado as pressas para o hospital da região, Hospital Municipal de Eldorado do Carajas. Seu nome é Belizario Alvez de Souza. Não temos ainda maiores informações."

Se faz urgente o pronunciamento e ação das entidades e organizações sobre a criminosa perseguição que continua sendo realizada em Pau D'arco dos camponeses que resistem bravamente lutando por terra para viver trabalhar. 

O CEBRASPO se solidariza com os camponeses e sua justa luta pela terra no Pará e exige providências dos governos estaduais e federais sobre as ameaças e  assassinatos cometidos contra os camponeses em Pau D'arco. As mortes após a brutal chacina é uma prova cabal da impunidade e da posição dos governos perante o ocorrido. 

DEFENDER A JUSTA LUTA PELA TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
VIVA O  ACAMPAMENTO "OSMIR VENUTO"!


MANIFESTAÇÃO PEDE LIBERDADE DE MAIS DE 500 ADVOGADOS PRESOS NA TURQUIA


Na Turquia, país onde as mobilizações populares em prol dos direitos do povo turco são frequentes e massivas, e onde há mais de 5 mil presos políticos, cerca de 1343 advogados estão sendo processados pelo Estado. Estima-se que mais de 500 destes foram detidos e permanecem em privação de liberdade desde agosto do ano passado. Estes advogados foram presos vítimas da repressão de Erdogan por estarem exercendo sua profissão. 

A associação dos Advogados Democratas Europeus realizou um ato em frente a Embaixada da Turquia na Holanda exigindo a liberdade dos advogados, uma faixa foi levada com os dizeres "Tire suas mãos dos advogados turcos". O Embaixador se recusou a receber o memorando levado pela organização de advogados.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos considera de fundamental importância denunciarmos a situação  de criminalização dos advogados turcos e convoca todos os democratas, intelectuais honestos, entidades e movimentos populares a se somarem a campanha exigindo do Estado Turco a liberdade imediata e incondicional dos advogados.